As crianças devem ir aprendendo desde pequenas a distinguir o que está bem do que está mal, para o que lhes vamos oferecendo formas de conduta a imitar. A nossa aprovação ou reprovação ante uma conduta, manifestá-la-emos mediante sinais positivos ou negativos, conforme o caso.

Em princípio, considera-se que a norma geral aponta para uma atitude positiva, já que todos os seres humanos necessitam de recompensa por parte dos seres mais queridos. Isto não significa que a demonstração de aprovação tenha de ser necessariamente um prémio material.

Em geral, é muito mais gratificante e motivador para uma criança um sorriso ou um simples “estou orgulhosa de ti por…”

Não obstante, nos casos em que se deva reprovar uma conduta reincidente ou especialmente negativa, pode-se – e por vezes deve-se – recorrer ao castigo. Para estes casos, aconselha-se tomar em consideração os seguintes pontos:

– Castigar imediatamente após o acto a reprovar, para que fique bem clara a relação causa-efeito (má conduta-castigo).

– Que o castigo esteja em proporção com a conduta a corrigir, isto é, que não seja desmedido nem ridículo.

– Recordar que, para as crianças pequenas, o melhor castigo é um tabefe a tempo. Para os mais crescidos, privá-los de algo por eles esperado.

– Deixar a repressão – não o castigo – para quando, tanto pais como filhos, estiverem mais serenos. Isto pode suceder um momento após ou no dia seguinte.

– Por último, aplicar sempre uma regra de ouro: senso comum, moderação e calma. Castigar quando a conduta o mereça, não quando se está cansado ou oprimido.

Foco, nº 63