Educação: Educação do carácter

Um conjunto de textos sobre a educação do carácter. O carácter é, talvez, aquilo que marca fundamentalmente a forma de cada pessoa ser e estar no mundo: aquilo que vem a estar por trás das atitudes e comportamentos que a pessoa tem. E pode ser educado, não sendo algo inevitável e incontornável.


A influência dos outros no nosso modo de pensar

A pretensão de pensarmos de um modo totalmente independente procede do esquecimento ingénuo das nossas limitações como seres humanos. E convém recordar que não é por esquecermos as nossas limitações que elas desaparecem. É um triste erro considerar que o modo como pensamos deve ser alheio a toda a influência ou colaboração dos outros. É verdade que podem existir influências negativas. Mas é um reducionismo pensar que todas as influências o são. E é, muitas vezes, uma injustiça atribuí-las às pessoas em quem dizemos confiar.

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Força de vontade

Qualquer ideal que valha a pena exige uma verdadeira força de vontade da nossa parte. A força de vontade não é um simples desejo genérico de fazer alguma coisa boa – talvez no dia de São Nunca à tarde – mas sim um esforço concreto, sacrificado e continuado por alcançar um objectivo. A primeira componente da força de vontade é a decisão firme de lutar por chegar à meta custe o que custar. Se essa meta vale mesmo a pena – a única que cumpre este requisito radical chama-se Vida Eterna – o esforço nunca será em vão. Mesmo que tenhamos a sensação – tudo pode passar pela nossa cabeça – de que ficaremos pelo caminho.

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A aposta de ser homem

E quais são as chaves da aposta? Literalmente: apostar naquilo que o homem tem de animal ou naquilo que ele tem de racional. Apostar no egoísmo ou na generosidade. Optar por uma vida vivida ou por uma vida arrastada. Escolher entre um viver vigilante ou simplesmente vegetativo. Empenhar-se em viver os nossos melhores sonhos ou ruminar os nossos piores desejos. Passar os anos envelhecendo sem amadurecer, ou esforçarmo-nos por amadurecer sem envelhecer. Saber que – como dizia A. Dumas – “o homem nasce sem dentes, sem cabelo e sem sonhos, e a maioria morre sem dentes, sem cabelo e sem sonhos”, ou levantar galhardamente a bandeira das ilusões e saber que podemos perder tudo menos o entusiasmo.
O grave é que todos têm de fazer estas opções, e cada um tem de fazer a sua,

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