Chegar a tempo
«Nunca pensei em ter uma conversa séria com o meu pai» , diz lamentando um rapaz de dezassete anos.
«Eu gosto dos meus pais porque são meus pais, não porque o mereçam», diz com tristeza uma rapariga de catorze.
«Sinto-me incapaz de entender os meus filhos», assegura com consternamento uma mãe de família.
«Passei a vida a trabalhar com um louco, e agora vejo que sacrifiquei a minha família e que não tenho um só amigo de verdade», confessa com desolação um brilhante executivo com um casamento em ruptura.
«Estamos casados há doze anos e de há dez anos para cá vivemos como dois desconhecidos», afirma com amargura outra mãe desconsolada.
«Nunca... [Ler o texto completo]
Coisas que fazemos
Mas sucede que a responsabilidade não nasce senão depois de se ter cultivado cuidadosamente, demoradamente, a semente da responsabilidade. Passámos anos a fomentar no menino um estilo de vida irresponsável, e agora, de repente, exigimos-lhe que seja responsável? Passámos anos a apaparicá-lo, e agora queremos que seja maduro? Para ele ser maduro, teria sido necessário que tivesse vivido: que tivesse passado experiências diversas, que tivesse enfrentado obstáculos, que tivesse feito coisas sozinho, que tivesse errado e emendado depois os erros, que se tivesse aperfeiçoado à custa de esforço pessoal. E nós temos feito tudo para lhe evitar esses obstáculos, essas experiências e esse esforço.
Tenho... [Ler o texto completo]
Arroz de polvo
Quando dás de ti, quando sofres pelos outros, crias laços. E desse modo estabeleces, ou descobres, o teu sentido. Passas a ter pontos de referência. Estás localizado e sabes para onde deves ir.
Os teus filhos, portanto, devem habituar-se desde pequenos a ajudar em casa, a prestar serviços na medida das suas capacidades. O lar, esse milagre quotidiano, deve ser também uma construção deles. Algumas vezes as tarefas que lhes deres exigir-lhes-ão um sacrifício custoso. Mas sem isso a casa não seria a sua casa: seria um lugar vazio, a pensão onde teriam de ir dormir e comer durante mais algum tempo, exigindo que os servissem sem falhas. Assim, porém, sentir-se-ão responsáveis por aquilo que foi também obra sua. Acabarão descobrindo por si mesmos as tarefas que é preciso realizar. Olharão para a casa, para os pais, para os irmãos com os olhos perspicazes do amor.
Sucedeu-me... [Ler o texto completo]
10 Regras para criar filhos delinquentes
1ª Comecem cedo a dar ao vosso filho tudo o que ele quer. Assim ele convencer-se-á, quando crescer, de que o mundo tem obrigação de satisfazer todos os seus caprichos.
2ª Se, enquanto pequeno, o vosso filho utilizar expressões grosseiras, achem-lhe graça. Isso fará com que ele se convença de que é espirituoso e levá-lo-á a refinar a sua linguagem ordinária.
3ª Não lhe dêem educação religiosa nem lhe inculquem princípios morais. Esperem pela sua maioridade para que, feitos os 18 anos, seja ele a fazer pessoalmente a sua escolha.
10... [Ler o texto completo]
Leitura, filmes e heróis
Somos da nossa infância – de uma infância habitada por essas personagens – e não podemos fugir a isso. O nosso passado mais antigo persegue-nos e, em parte, explica-nos. Sucede como com a árvore, que não consegue libertar-se da sua raiz…
Como são os heróis que actualmente propomos como exemplos aos mais novos nos filmes e nos livros? São, sem dúvida nenhuma, na sua maior parte, inadequados: personagens com muito músculo ou grande beleza, ou com muita inteligência, ou muito bem equipadas materialmente. É muito pouco. Como exemplos, não servem de grande ajuda na tarefa de construir um homem, que é aquilo que se pretende com a educação.
«Quando... [Ler o texto completo]
Tudo ou nada
É desde muito cedo que se deve começar a ver as coisas desta forma. Os nossos filhos devem, desde pequenos, achar natural que muitas vezes a sua vontade, os seus desejos, não possam ser cumpridos… porque a vida é assim. Mais vale que chorem nessa altura – quando o desgosto é em coisas pequenas e lhes passa depressa – do que mais tarde, quando as consequências forem maiores.
Se os acostumarmos a isso – mas temos de vencer o impulso maternal, paternal, de acudir ao mais pequeno choro, à mais pequena exigência – teremos filhos rijos, fortes, preparados para enfrentar a vida com elegância e bom humor, com um sorriso perante cada situação difícil que os aguarda.
Por... [Ler o texto completo]