Educação: Pais

Um conjunto de textos sobre a educação, especificamente para pais. Uma pessoa pode, de algum modo, educar-se a si mesma, procurar maneiras de se ajudar a si mesma, mas estes textos são úteis para pais, porque eles têm a responsabilidade de educar outras pessoas.


O valor do tempo livre

Que fazer?

Existem, na minha opinião, duas atitudes que se devem evitar. A primeira é não preocupar-se e deixar que os filhos façam tudo aquilo que lhes apeteça. É uma atitude populista mas muito perigosa. Pode “dinamitar” em pouco tempo todas as virtudes conquistadas com esforço durante o ano lectivo.

A segunda é encher esse tempo com actividades programadas pelos pais. É uma atitude que pode parecer eficaz, mas que priva os filhos de aprenderem uma lição indispensável na vida: que faço com o meu tempo livre?

Educar é sempre ajudar a usar bem a liberdade. E o tempo livre é, por definição, um tempo em que experimentamos que somos protagonistas da nossa vida. Podemos fazer o que quisermos. Temos o destino nas mãos.

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Educar na sobriedade e na temperança

«Não é nada lógico dar aos meus filhos tudo aquilo que eles me pedem. Se o fizesse, converter-me-ia num “pai fixe”, mas esta expressão parece-me sinónima de “pai cúmplice”. Estaria a ser conivente com a sua falta de sobriedade. Penso que nós, pais, necessitamos da virtude da fortaleza para não transigirmos com os caprichos dos nossos filhos».

Sábias palavras pronunciadas por um pai de uma família numerosa. Nos dias de hoje, é necessária valentia da parte dos pais para proporem aos seus filhos um estilo de vida sóbrio e temperado. Um estilo de vida que não está nada na moda!

Primeiro, devem fazê-lo com o próprio exemplo. Já diz o famoso ditado: “quem não vive o que ensina, não ensina nada!”. Além disso, somente se os pais são sóbrios é que percebem que a sobriedade é um bem de enorme valor para os seus filhos.

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Serenidade para corrigir

Quantos pais não conseguem repreender os seus filhos com eficácia porque o fazem sem a necessária serenidade! A repreensão, para produzir o seu fruto, necessita de um momento adequado e de palavras oportunas que ajudem de verdade. O objectivo da repreensão não é demonstrar “quem é que manda aqui” mas conseguir que os filhos melhorem.

Porque os pais – e todos os educadores em geral – têm o dever de educar, mas isso não lhes dá o direito de humilhar.

Por isso, é necessário ter sensibilidade para pensar no que se vai dizer, procurar o momento oportuno e falar a sós com o interessado. Há pessoas que o sabem fazer tão bem que dá gosto ser corrigido por elas. Saímos animados a melhorar.

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