Educação: Pais

Um conjunto de textos sobre a educação, especificamente para pais. Uma pessoa pode, de algum modo, educar-se a si mesma, procurar maneiras de se ajudar a si mesma, mas estes textos são úteis para pais, porque eles têm a responsabilidade de educar outras pessoas.


Educar em sintonia

A educação é uma arte e os pais não podem esquecer que não educam nunca sozinhos: têm de saber ouvir e respeitar a sensibilidade do outro progenitor que, por ser diferente, possui uma visão complementar da educação.

Os filhos necessitam das sensibilidades paterna e materna para crescerem sãos e confiantes. Alguém dizia que, quando chegam aos sete anos, os filhos ouvem do seu pai: «Sobe mais um degrau na tua vida». E, simultaneamente, ouvem da sua mãe: «Fá-lo com cuidado e não te aleijes». Os dois conselhos são importantes e complementares.

O carinho real que os filhos recebem dos seus pais deve ser uma sobreabundância do carinho que o pai e a mãe têm entre si. É desse carinho que eles procedem. E é esse carinho, em primeiro lugar, que os faz sentir seguros.

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É correcto castigar os filhos?

Em primeiro lugar, um esclarecimento oportuno: quando uso a palavra “castigo” nunca a considero sinónima de violência. São conceitos completamente diferentes. A violência nunca é educativa, nem construtiva, nem formativa.
Também não defendo que o castigo seja o melhor modo de educar. Nem o único. E muito menos o ideal. A única coisa que digo é que, algumas vezes, pode ser necessário na educação o castigo dos filhos por parte dos pais. Castigo prudente, moderado, dando as razões oportunas e sempre sem violência de nenhum tipo.
No entanto, como alguém dizia, oferecer confiança e animar os filhos — com paciência — costuma dar muitos melhores resultados.

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Educar num clima de confiança

Os pais devem conquistar essa confiança dos seus filhos, confiando de verdade neles e fazendo com que sintam isso. Porque só nesse clima é que os filhos comunicarão o seu mundo interior – preocupações, dificuldades, perplexidades – e se deixarão ajudar pelos pais.

Que pena que tantos adolescentes estejam mais à vontade para perguntar certos assuntos aos seus colegas da escola do que aos seus pais! Talvez isto seja uma indicação óbvia de que os pais não souberam dedicar-lhes todo o tempo de que eles necessitavam. Não souberam ganhar de verdade a sua confiança.

A confiança dá-se – mas não se pode impor nem exigir. Os pais – e em geral, todos os educadores – fazem-se dignos de confiança pelo exemplo da sua integridade. Pela sua autoridade moral.

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