Educação: Traços Psicológicos do carácter

Traços psicológicos do carácter: emotividade, actividade, ressonância. A conjugação destes traços, em maior ou menor grau, define pessoas com certas características: a nervosa, a colérica, a sentimental, a fleumática, a apaixonada… Acabam por ser tendências que as pessoas têm, mas que podem contrariar com o seu esforço.


Tipos de carácter – O sanguíneo

Geralmente é afectuoso, mas egoísta: gosta das pessoas pelo que elas lhe proporcionam, e não pelo que são. Quando briga, reconcilia-se facilmente. É oportunista, versátil e diplomático: “É melhor não quebrar a cabeça e tomar as pessoas e as coisas como elas são”. É muito permeável à influência dos outros. Hábil e cortês, tem presença de espírito e sai-se bem nas dificuldades, por exemplo em viagens, “caronas”, etc. Gosta de esporte. Tem senso de pontualidade e um instinto inato de orientação. Persegue fins imediatos; grande trabalhador, mas com tendência para a mediocridade, não porque seja preguiçoso, mas porque passa de uma coisa para outra com toda a facilidade. Atravessa a puberdade sem grandes conflitos, mas apenas com a natural curiosidade. No estudo, corre o risco de vir a fazer “corpo mole” e de procurar diplomas fáceis; tende a buscar trabalhos de tipo administrativo.

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Tipos de carácter – O fleumático

É extrovertido e na escola tende a ser activo, meticuloso e hábil no raciocínio. Prefere brincar sozinho, ainda que aceite sem protestar, mas também sem grande entusiasmo, a companhia dos outros. É inclinado a executar com exactidão as suas tarefas; cuida e mantém em ordem as suas coisas.

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Tipos de carácter – O amorfo

Características: não-emotivo, inactivo, primário. Tem como traço fundamental uma preguiça evidente, distinta da do nervoso. Propenso à tensão psicológica. Está entre o nervoso e o sanguíneo: há, com efeito, amorfos para-nervosos e amorfos para-sangüíneos. Abre-se passivamente aos estímulos do ambiente. Executa docilmente as suas tarefas, se lhe são exigidas por uma “autoridade” que tenha competência; abandonado a si próprio, nada faria, e nunca faz mais do que lhe é pedido. Se um trabalho reclama esforço, adia-o para “amanhã”. Deixa as coisas para a última hora, a fim de conseguir ajuda dos que já terminaram as suas tarefas. É bastante impontual.

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