Dead Poetry Society

Realizador: Peter Weir

Actores: Robin Williams; Robert Sean Leonard

Música: Maurice Jarre

Duração: 128 min.

Ano: 1989

A confiança entre os elementos de uma equipa é um factor preponderante para o sucesso de qualquer empresa. Mas, confiar nas pessoas é cada vez mais difícil. Poder ter uma verdadeira confiança em alguém é um luxo cada vez mais raro. E por ser raro e valioso, é que vale a pena apostar por saber encontrar e criar muita confiança entre as pessoas que nos rodeiam. Não é fácil e basta abrir as páginas dos jornais para vermos tantos casos de deslealdades, fuga de informação, traições e desilusões… mas apesar disso, o valor da confiança mantém-se em alta.

O “Clube dos Poetas Mortos” é um filme que pode ser analisado de muitos pontos de vista: o da confiança é um deles. As aulas de um colégio interno vão começar. Os alunos acham a disciplina de literatura uma maçada. Mas, logo na primeira aula, o professor – novato no colégio – explica a matéria de um modo completamente diferente. Motiva os alunos. Obriga-os a falar, a intervir, a pensar e deixa-os correr riscos. Confia neles.

Ao longo do filme, vamos conhecendo melhor os alunos. Um deles tem um conflito com os pais. Não há confiança entre eles. O pai nunca deixou “espaço e tempo” para o seu filho e este nunca teve coragem e oportunidade para explicar ao pai os seus pontos de vista. No colégio, também há um paralelismo curioso, pois o professor novo não goza de grande confiança por parte do Director. Mal se falam. Os dias vão-se sucedendo. As aulas de Literatura decorrem a bom ritmo. A relação entre o professor e os alunos é excelente. A barreira professor / aluno vai sendo ultrapassada, mas alguns não conseguem deixar de pensar e de actuar segundo uma visão do tipo “superior/inferior ou chefe/subordinado”. O professor vai dando mostras cada vez maiores de que confia nos seus alunos. Mas essas provas não são por vezes compreendidas. Para não quebrar a confiança, o professor evita aprofundar algumas questões. O diálogo falha. Deixa correr riscos desnecessários. Incentiva mas sem a segurança necessária. Às vezes desconfia que algo poderá não estar correcto… mas não fala directamente com os alunos e quando o faz, um deles mente. Há desconfiança. O desastre tinha de acontecer e acontece com estrondo. No final, perdem os alunos, o colégio e o professor. Há um relativo “happy end” pois são apresentadas as linhas de rumo e algumas resultaram. Mas são evidentes as falhas de um sistema onde sem confiança, nada é possível. Não é só saber escolher as pessoas certas. Trata-se de saber construir uma equipa. A confiança não se impõe, é reconhecida. A confiança não se conquista, ganha-se…

Tópicos de análise:

1. A inovação como factor motivador.

2. Estímulos que criam confiança.

3. Ouvir os elementos da equipa, proporcionando-lhes espaço e tempo.

4. Lançar desafios de acordo com as capacidades individuais.

Encontra aqui uma curta apresentação de algumas dezenas de filmes, contendo os dados principais de cada um deles, um resumo e alguns tópicos de análise. Não se trata de filmes aconselhados por nós, mas apenas de algumas ideias que podem ajudar a escolher um filme ou a tirar partido dele do ponto de vista educativo.

Colaboração de Paulo Martins, Mestre em História e doutorando em Cinema.