Durante a adolescência a rapariga, em particular, passa por um processo de identificação no qual vai identificando o tipo de mulher que quer ser. Se quer usar saias mais clássicas ou mais modernas, mais longas ou mais curtas; se quer passar muito tempo em discotecas ou em festas de amigos; se quer sentar no colo do namorado ou dar-lhe simplesmente a mão; se quer fumar e beber alcool ou abster-se disso; se quer pintar o cabelo de azul e praticar body-piercing, ou se prefere penteados clássicos e casacos de malha. Enfim, ela vai elegendo uma infinidade de caractrísticas que quer ter ou não. Quando uma jovem que está ainda à procura da identidade, inicia relações sexuais e começa a usar pílulas para não engravidar, identifica-se -ainda que inconscientemente-com alguém que é intencionalmente promíscuo. Involuntariamente ou não isto acabará por contribuir para a deformação da identidade (8).

(8). Mercedes Arzú de Wilson, Guía Práctica de Educación y Sexualidad, Palabra, 1998.

(João Soares)