Uma correcta escala de valores morais converte os filhos em rapazes e raparigas com personalidade, e é o melhor antídoto contra as loucuras da adolescência.

Mas nem sempre é fácil transmitir-lhes esses valores.

Todos os adolescentes são mais ou menos rebeldes. Pela sua ânsia natural de independência opõem-se aos valores e autoridade dos pais. Querem saber por que determinadas normas lhes são impostas e onde se situa a fronteira entre o bem e o mal, e precisam de respostas seguras e razoáveis.

Ora é aqui que muitos pais se sentem desorientados. Aqueles que não reflectiram profundamente sobre a questão dos valores, ou lhe dedicaram pouco tempo, não sabem como responder às perguntas dos seus filhos adolescentes.

É importante que nos demos conta de que os filhos precisam de uma orientação moral clara na adolescência, uma orientação sobre os valores pelos quais deveriam reger a sua vida. A maioria das provocações dos filhos são, na realidade, uma estratégia para comprovar a consistência dos valores dos seus pais. No fundo, a maior parte dos adolescentes têm o desejo de crescer e proceder correctamente, mas precisam de explicações claras e seguras sobre o porquê de uma coisa estar correcta e outra não. É por se sentirem muito pouco seguros de si mesmos que são muito críticos com tudo.

Ainda que se mostrem renitentes em admiti-lo, os adolescentes necessitam e reclamam uma orientação clara.

(“Hacer Familia”, n0 22 -Fevereiro de 2000)