Shawshank Redemption

Realizador: Frank Darabont

Actores: Tim Robbins; Morgan Freamen

Música: Thomas Newman

Duração: 142 min.

Ano: 1994

Um empresário bem sucedido na vida é acusado de um crime que não cometeu. Vai a tribunal e é condenado a uma pesada pena de prisão. Está inocente. Faltam-lhe as forças para enfrentar este desafio. É uma prova que ele não esperava e que não está nos manuais de economia e gestão que se ensinam nas universidades. Mas a vida é assim mesmo…

Na prisão resolve aplicar os princípios que seguiu na sua carreira profissional e na sua vida. Em primeiro lugar, uma integridade à prova de bala e vai ser mesmo à prova de bala, pois na prisão nem sempre se está tão seguro como se julga e os inimigos podem ser quem menos se julga… Em segundo lugar, ocupar bem o tempo, dedicando-o a trabalhar para bem dos outros e da pequena sociedade em que estava agora envolvido. Oferece-se para trabalhar na contabilidade da prisão e em dar conselhos financeiros sobre o melhor modo de empregar as poupanças dos prisioneiros e do pessoal administrativo. Pouco a pouco começa a chamar a tenção dos seus companheiros. Vai ganhando a confiança de uns, mas também a indiferença de outros. Os resultados positivos das suas acções tornam-se visíveis. Conquista a confiança dos guardas e da autoridade prisional, embora desperte igualmente invejas… e então, pouco a pouco, vamos observando como vai resistindo ao stress emocional, à chantagem, ao medo perante a injustiça desconhecida. Para isso, faz pequenos exercícios para manter a sua sanidade mental e exercitar a sua liberdade. Não teme o castigo por actos que considera correctos e que permitam uma entrada de ar fresco dentro do recinto prisional, como por exemplo, colocar música clássica a tocar nos altifalantes de segurança da prisão.

Traça um objectivo: alcançar a libertação. Esta atitude não só lhe dá esperança, como a força necessária para ir ultrapassando os obstáculos que se lhe deparam. Forma uma equipa. Organiza reuniões com as pessoas da sua confiança. Avalia as metas que vai alcançando. Recolhe informações sobre o que aconteceu a outros prisioneiros. Não desperdiça os pequenos pormenores.

O filme é pesado psicologicamente, com linguagem agressiva e forte. Não é uma comédia ligeira. O “happy end” final não é uma consolação para tantas desgraças passadas, mas um corolário das acções escolhidas e vividas. Daí que o título original tenha mais significado que a tradução portuguesa e que, ao terminar, as pistas lançadas na narrativa continuem a ecoar no interior de cada um. Há muitos modos de lutar contra a injustiça. Este filme apresenta uma, que não é a mais fácil de seguir. Mas, pode ser a mais coerente para alcançar a realização pessoal…

Tópicos de análise:

1. Analisar e ponderar cada situação com peso, conta e medida.

2. A integridade como atitude para ganhar força da própria adversidade.

3. Saber marcar metas acessíveis para se conseguir atingir o resultado final.

4. A selecção das pessoas de acordo com as capacidades demonstradas.

Encontra aqui uma curta apresentação de algumas dezenas de filmes, contendo os dados principais de cada um deles, um resumo e alguns tópicos de análise. Não se trata de filmes aconselhados por nós, mas apenas de algumas ideias que podem ajudar a escolher um filme ou a tirar partido dele do ponto de vista educativo.

Colaboração de Paulo Martins, Mestre em História e doutorando em Cinema.