Chariots of fire

Realizador: Hugh Hudson

Actores: Nicholas Farrell; John Gielgud; Alice Krige

Música: Vangelis

Duração: 123 min.

Ano: 1981

Em Agosto irá ter lugar mais uma edição dos Jogos Olímpicos. Para celebrar tal evento, escolhemos este filme, pois retrata factos ocorridos com a delegação inglesa aos jogos olímpicos de 1924.

Participar como atleta numa competição desportiva não está ao alcance de todos. É preciso ter determinadas faculdades, estar disposto a seguir um treino específico, a cumprir determinados horários, possuir um objectivo concreto, etc. O filme recria a história verídica de alguns atletas, mostrando o percurso de cada um deles, as suas motivações; o modo como ultrapassavam os novos desafios, as metas que se propunham, a relação com o treinador, as primeiras vitórias e derrotas e, por fim, o momento da sua convocação para os Jogos Olímpicos. A partir desta altura, mais do que seguir a vida individual de cada um, assistimos à criação de um espírito de equipa, à construção de um todo. Começaram a surgir disputas, confrontos entre diferentes personalidades e distintas maneiras de alcançar os objectivos estabelecidos. No entanto, há uma unidade que os faz manterem-se coesos. Falam, discutem, trocam ideias. As diferenças de cada um podem até possibilitar uma maior capacidade ao esforço do grupo. Mas será que a glória de uns não contribuirá para a derrota de outros? A procura do êxito individual não afectará a vitória colectiva?

Com os jogos, o espírito de equipa aumenta mas, ao mesmo tempo, surgem com maior evidência as peculiaridades de cada atleta. Os seus medos, angústias e dramas, quer interiores, quer exteriores. A concorrência das outras equipas é forte. A pressão emocional ainda mais. Nem sempre o jogo é limpo e, ou se entra nesse esquema ou se mantém a firmeza de carácter… Lidar com a possibilidade do fracasso aflui ao pensamento de todos. Papel decisivo terão os treinadores e o chefe da delegação. Estimulam, apoiam, ouvem e… decidem! Correr riscos é um caminho necessário para a vitória. Por fim, tudo termina. Uns perderam e outros ganharam, mas quem pode de facto vencer, seremos nós se soubermos tirar partido daquilo que virmos…

O filme obteve vários óscares. Nesta crítica destacaremos apenas a música oportuníssima na evocação de estados de alma, a recriação do ambiente da época e do típico estilo de vida “british” e uma interpretação fenomenal por parte dos actores – muitos deles pouco conhecidos – que deram vida a personagens capazes de grandes feitos mas que eram pessoas de carne e osso como nós. Só que estavam dispostas a mais.

Tópicos de análise:

1. A importância de cada um conhecer as suas capacidades e limitações.

2. A criação de um forte espírito de equipa.

3. A motivação como factor preponderante para a acção.

4. Como resistir à pressão da concorrência e do ambiente.

Encontra aqui uma curta apresentação de algumas dezenas de filmes, contendo os dados principais de cada um deles, um resumo e alguns tópicos de análise. Não se trata de filmes aconselhados por nós, mas apenas de algumas ideias que podem ajudar a escolher um filme ou a tirar partido dele do ponto de vista educativo.

Colaboração de Paulo Martins, Mestre em História e doutorando em Cinema.