The edge

Realizador: Lee Tamahori

Actores: Anthony Hopkins; Alec Baldwin

Música: Jerry Goldsmith

Duração: 117 min.

Ano: 1997

Uma top model vai ao Alaska fazer uma sessão de fotografias aproveitando as belezas naturais da região. O seu multimilionário marido, um homem bastante mais velho e bem sucedido nos negócios, decide acompanhá-la. Seria um passeio e um momento de descontracção. Mas a sua ida iria complicar o plano da mulher, que pretendia passar uns dias com o fotógrafo, um rapaz jovem com quem se deixara envolver. No entanto, a viagem fica marcada e os três partem rumo ao destino estabelecido.

O marido desconfia do que se passa. A mulher também desconfia que o marido sabe que algo se passa. O fotógrafo por sua vez desconfia igualmente do marido, mas nem por isso deixa de exibir as suas qualidades de sedutor junto da sua pretendida… Os dados do que poderia ser uma simples história típica de um triângulo amoroso estão lançados.

De repente, o inesperado acontece. Durante um voo da expedição, já em pleno Alaska procurando escolher locais mais apropriados para as sessões fotográficas, dá-se um acidente de aviação. Tinham ido apenas o marido e o fotógrafo. Seria um simples voo de reconhecimento, mas acaba em tragédia. Sem meios de subsistência, sem ajuda de mais ninguém, reparam que precisam de se unir para sobreviver. Mas a desconfiança permanece. E um risco torna-se sempre presente: não poderia um deles aproveitar a situação para eliminar o outro, fazendo assim desaparecer de uma forma natural o seu concorrente? E se o fizesse, conseguiria depois sobreviver sozinho naquelas condições?

De um possível filme romântico passamos para um filme de aventura e suspense, onde cada gesto, cada palavra e cada iniciativa tomada por uma das partes tem de ser muito bem interpretada pelo outro, para não dar nenhum passo em falso. Como conhecer as verdadeiras intenções do adversário? Como prever possíveis jogadas para além da informação de que vai dispondo? Como reagir com “cabeça fria” perante atitudes provocatórias? É a arte da negociação.

No final, há um happy end. O bom salva o mau, com elegância, honradez, como um verdadeiro gentleman. Um exemplo de como não responder ao mal com o mal… mas sem ingenuidades, sempre com os pés bem assentes na terra, em especial num ambiente hostil, por muito natural que fosse. E precisamente essas circunstâncias adversas é que lhe proporcionaram a ocasião para reflectir na vida, na sua família e pesar a importância relativa do seu poder económico perante os desafios reais que se vira obrigado a enfrentar… pela primeira vez tivera tempo e compreendera com novos matizes como na realidade, “tempo é dinheiro”.

Tópicos de análise:

1. Saber escutar é a arte da negociação.

2. Parar para reflectir e fazer um balanço vital.

3. Enfrentar os desafios sem fugir à realidade.

4. Compatibilizar a vida familiar com a vida profissional.

Encontra aqui uma curta apresentação de algumas dezenas de filmes, contendo os dados principais de cada um deles, um resumo e alguns tópicos de análise. Não se trata de filmes aconselhados por nós, mas apenas de algumas ideias que podem ajudar a escolher um filme ou a tirar partido dele do ponto de vista educativo.

Colaboração de Paulo Martins, Mestre em História e doutorando em Cinema.