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A Rainha

 

A Rainha

The Queen

Realizador: Stephen Frears

Actores: Helen Mirren; Michael Sheen

Música: Alexandre Desplat

Duração: 97 min.

Ano: 2006

 

 

Em Maio de 1997, um novato Tony Blair ganhou as suas primeiras eleições. A primeira audiência com a Rainha deu-se poucos dias depois da votação. Foi o primeiro contacto entre a representante de uma antiga monarquia e o jovem recentemente eleito. Os preconceitos (de pré-conceitos) eram mais que muitos. Como se tratava de um encontro entre duas pessoas a sós, longe das câmaras, longe dos assessores, cada um teve de criar a sua própria imagem do outro sem ser baseado em opiniões alheias... Acima de tudo, tratava-se de ganhar uma confiança mútua!

Os meses de Verão passaram. A tomada de posse como Primeiro Ministro aproximava-se. Mas no dia 31 de Agosto, domingo, morria a Princesa Diana. A família real hesita. Não sabe que decisão tomar: nunca morrera uma ex-princesa que já não pertencia à corte mas que era ao mesmo tempo, mãe do futuro herdeiro. Perante a pressão dos meios de comunicação e a emoção do público, remetem-se ao silêncio no castelo escocês de Balmoral. No entanto, a crise agrava-se. As circunstâncias da morte tão trágica revoltam as pessoas. Parte do ódio vai contra a monarquia. Porque não acabar com o sistema monárquico? Que sentido tem uma instituição que não trata bem dos seus membros? Porque não falam com o povo, como se não tivesse nada a ver com eles?

E então, apesar de ainda não ter tomado posse, o jovem Tony Blair, auxiliado pela sua eficaz equipa, faz um discurso e fala às pessoas. Contra todo o protocolo, pede também para falar com Isabel II. A conversa é pelo telefone... Explica-lhe a importância que tem a comunicação, os gestos mais do que as palavras. Faz sugestões. Ele próprio consulta os seus conselheiros, mas deixa bem claro quem é o líder. Pretende mesmo ajudar a Rainha. E a monarca sente isso, acabando por seguir os seus conselhos de Tony Blair.

Meses mais tarde, já com Tony Blair Primeiro Ministro, acontece um novo encontro oficial, o segundo desde as eleições. A conversa começa num clima de frieza, para depois continuar em confidência. Havia confiança! E o resto já passou aos anais da História!

 

Tópicos de análise:

 

1.      Atitudes de um líder perante o surgimento de situações de crise.

2.      A comunicação eficaz tem de ser pronta e sincera.

3.      O interesse real pelo outro cria confiança.

4.      Seleccionar os conselheiros é a arte do bom governo.

 

 

«A educação faz com que as pessoas sejam fáceis de guiar, mas difíceis de arrastar; fáceis de governar, mas impossíveis de escravizar.» (Henry Peter)