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Céu de Outubro

 

October sky

 

Realizador: Joe Johnston

Actores: Chris Cooper; Laura Dern; Jake Gyllenhall

Música: Mark Isham

Duração: 108 min.

Ano: 1999

 

Um filme inspirado na história pessoal de um dos engenheiros da NASA. Numa pequena aldeia americana, um grupo de alunos dedica-se entusiasticamente à criação de foguetes. A corrida ao espaço era o tema dominante depois do lançamento do Sputnik por parte dos russos. O principal estudante envolvido nesses projectos não tem o apoio do pai, um trabalhador das minas e líder sindical, que deseja para o filho uma carreira de mineiro. Os diálogos entre os dois são interessantes, não apenas pelo confronto de gerações, mas pelo modo como o pequeno defende os seus ideais. Quando o pai sofre um acidente, o filho aceita substitui-lo por algum tempo nas minas, para que não venha a perder o lugar. No entanto, com o grupo de colegas e o apoio de uma das professoras, continuam os seus projectos aeronáuticos. Convém notar que, apesar do papel da personagem da mãe ser pequeno, a sua acção vai revelar-se decisiva. É o "sexto sentido" a funcionar e que vale a pena ter em conta. O ambiente é de dificuldades, com horizontes carregados… pelo que uma parte do filme decorre à noite ou na escuridão das minas, transmitindo a negra sensação de angústia do falhanço anunciado. As incompreensões vão-se sucedendo, até entre os habitantes da aldeia. Mas nada os faz desistir. E é curioso que, no final, a aldeia se reúna para consagrar os seus heróis, a quem nem sempre reconhecera valor, como tantas vezes acontece ao longo da história…

 

Tópicos de análise:

 

 

1.      A questão do apoio e do diálogo familiar… ou a falta dele.

2.      Sonhar e alimentar projectos e ideais.

3.      Enfrentar as dificuldades objectivas com decisão.

4.      Aproveitar e criar as oportunidades, gerindo o "timing" mais oportuno.

5.      Seleccionar uma equipa e rodear-se de bons conselheiros.

6.      A vida não é linear: há derrotas e vitórias. Constância.

 

 

 

«A educação faz com que as pessoas sejam fáceis de guiar, mas difíceis de arrastar; fáceis de governar, mas impossíveis de escravizar.» (Henry Peter)