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Cidade Louca

 

Mad City

 

Realizador: Costa Gavras

Actores: John Travolta; Dustin Hoffman

Música: Philippe Sarde

Duração: 113 min.

Ano: 1997

 

"Cidade louca" revela uma faceta real do mundo da informação. Os meios de comunicação são um meio essencial para um bom negócio, mas são também eles um negócio, senão mesmo, "o" negócio por excelência.

Este filme retrata a história de um desempregado que se encontra desesperado com a sua situação. Trabalhava num museu e foi despedido. Tentou falar vezes sem conta com a sua chefe. Um dia, dirige-se armado ao museu. Nem que fosse à força, mas haveria de ser recebido. Por coincidência, nesse dia decorria a visita de estudo de uma escola e como se não bastasse, um jornalista pouco considerado, procurava também fazer uma reportagem sobre o museu. Os acontecimentos precipitaram-se. O desempregado, já um pouco desequilibrado mentalmente, dispara um tiro durante a discussão com a chefe, que atinge um guarda do museu, amigo do desempregado. Fora de si, toma as crianças como reféns. O jornalista vê nessa situação a grande oportunidade de uma reportagem ao vivo e em directo de grande audiência…

Na estação televisiva rebenta a guerra: não só para fazer disparar as audiências, como entre os próprios jornalistas para conseguirem criar as melhores notícias sobre o assunto. Se o conflito no interior do museu é dramático, a guerra entre os próprios elementos da televisão e também com as outras estações televisivas é dantesco. O que estava em jogo era simplesmente… o poder! O dinheiro envolvido era enorme. As reportagens em directo, entrevistas, criação de boatos, confirmações e desmentidos, aluguer de satélites… tudo valia. Um facto era apresentado sob determinado ângulo. Estudos de opinião pública e sondagens revelavam o efeito no público. Imediatamente era emitida nova notícia sobre o mesmo facto, mas com outro ponto de vista. Mais sondagens. O efeito no público era imediato. Os miúdos reféns eram heróis. Apareciam na TV. O desempregado, ora era visto como um pobre coitado, ora como um vilão. A sua vida pessoal é analisada ao pormenor e ampliada! As audiências a isso obrigavam. O "merchandise" e as oportunidades de negócio à volta do caso multiplicavam-se.

Ao longo do filme vamos assistir a diversas técnicas de manipular as notícias, as pessoas, as instituições e as empresas… o que importava era triunfar. O valor de cada uma das muitas pessoas envolvidas na questão era secundário.

No final há mortos e feridos. Nem tudo acaba bem e a última imagem fará então todo o sentido a quem ainda se lembrar da primeira. E tal como quando um negócio corre mal… não teria sido a falta de informação ou a sua deficiente interpretação um factor decisivo?

 

Tópicos de análise:

 

 

1.      O impacto dos mass media.

2.      Processos de manipular a opinião pública.

3.      A importância de uma boa gestão dos recursos humanos.

4.      A realização profissional não é separável da realização pessoal: o indivíduo é uno.

 

 

 

 

«A educação faz com que as pessoas sejam fáceis de guiar, mas difíceis de arrastar; fáceis de governar, mas impossíveis de escravizar.» (Henry Peter)