Muitas e muitas raparigas sabem que o seu namoro correu bem até ao dia em que aceitaram ter relações sexuais. A partir daí o relacionamento começou a azedar arrastando-se penosamente até acabar. Isto para a maioria delas é incompreensível: porque azedou a relação depois da prova suprema de amor? Para além do que se disse no ponto anterior (o rapaz passa a achar que a rapariga não é séria, não é como a mãe dele), há aqui um mal entendido medonho que resulta do facto de a mulher aplicar ao homem o seu modo de ver a sexualidade. Os homens são mais directamente carnais: podem experimentar o simples valor sexual do corpo duma mulher totalmente à margem da sua afectividade ou do seu valor pessoal. O homem é assim e é bom que a mulher o saiba. O facto de estarem a ter relações sexuais não é uma garantia de que o namorado está profundamente apaixonado, envolvido, agarrado, seguro, etc. O triste mal entendido das relações pré-matrimoniais é que as raparigas tendem a querer trocar um pouco de sexo por muito amor e afecto, enquanto os rapazes costumam dar pouco amor em troca de muito sexo. Insiste-se, é um erro a mulher aplicar ao homem o seu modo de ver a sexualidade.

(João Soares)