A segunda anomalia é que as relações perturbam o conhecimento mútuo. A zanga não é um bom preparativo para a próxima relação sexual. A namorada que tem relações sexuais conhece o seu namorado quando estão num período de agradecimento das relações anteriores e a preparar as próximas. Se o período que medeia entre duas relações for grande, este efeito pode ser um pouco esbatido. Mas se é curto, é óbvio que ambos estão mais renitentes a implicar com o defeito dominante, porque logo depois de ter tido relações, ou perante a perspectiva de as vir a ter, ninguém vai arranjar uma zanga. O defeito que poderia acabar com o namoro não se manifesta durante o período delico-doce que se segue ou antecede as relações. E de anestesia em anestesia pode-se chegar ao casamento sem ter namorado nunca… Em suma, como se viu acima, nos casos em que o rapaz anda só a “curtir”, depois de iniciadas as relações, ele -que já teve o que queria- vai azedando até que a ligação se torna insustentável. Nos casos em que há a disposição séria de tentar o casamento, as relações perturbam o conhecimento mútuo.

(João Soares)