As relações sexuais exigem uma aprendizagem que dura, provavelmente, a vida inteira! Não faz sentido entrar em diversos processos de aprendizagem, com pessoas diferentes, que se vão interrompendo, e que não têm nenhuma utilidade uma vez que só a adaptação à pessoa eleita interessa. Esta adaptação, evidentemete, faz-se com a própria pessoa. Os namorados não têm habitualmente condições, nem de tempo nem de disposição nem de tranquilidade, para levar a cabo esta lenta aprendizagem. O resultado é que temos testemunhos atrás de testemunhos de raparigas que dizem andar a fingir orgasmos há anos enquanto vão olhando para o tecto e pensando: “Então o sexo é isto? Grande coisa!” (3). De facto o que não há é possibilidade de ir longe em relações esporádicas, às escondidas, no temor de serem descobertas, e quando se experimenta com este e com aquele.

(3). Ou que vivem atormentadas com medo de serem frígidas, ou de ignorarem algo fundamental sobre como ter relações, etc. No cinema tudo é delírio e facilidade. A rapariga que dorme com o namorado pode demorar algum tempo a perceber que a realidade é bem diversa.

(João Soares)