Concretizando um pouco mais este último ponto, em Abril 1995 decorreu o congresso da Population Association of America, no qual mais de uma dezena de demógrafos apresentaram comunicações sobre os efeitos das relações pré-matrimoniais e da co-habitação (para “permitir uma experiência antes do casamento”). As conclusões não deixaram margem para dúvidas: a taxa de divórcios nestes casais é muito superior; têm mais probabilidades de serem incompatíveis; as taxas de infidelidade são muito superiores; são casamentos muito mais instáveis; encontram menos satisfação no relacionamento mútuo; e em geral são menos felizes (6).

(6). Ver também Karen Peterson, Couples who cohabited are more likely to divorce, USA Today, 7 Oct 1993.
É curioso notar que se encontraram no casamento vantagens até há pouco insuspeitadas. De facto descobriu-se que o casamento trás vantagens emocionais e para a saúde que a co-habitação não consegue dar. Ver Jennifer Steinhauer, Studies find big benefits in marriage, New York Times, 10 Apr 1995, p A10.

(João Soares)